Onze leões foram encontrados mortos numa das maiores reservas naturais do Uganda, depois de terem sido envenenados.

Os restos de três fêmeas e oito crias tinham sido atacados por hienas, mas segundo a Autoridade para a Vida Selvagem do Uganda, isso terá acontecido já depois de morrerem no Parque Natural Queen Elizabeth, em Hamukungu.

O organismo ainda está à espera das conclusões definitivas das análises realizadas aos cadáveres, mas acredita que os animais foram mortos por criadores de gado, descontentes com a perspetiva de serem desalojados dos limites do Parque Natural, que conta com um total de 200 leões, incluindo um grupo raro conhecido por trepar às árvores. Ao que tudo indica, os felinos terão sido envenenados depois de terem atacado uma vaca.

Foi aberta uma investigação, mas suspeitamos que tenham sido envenenados", disse à Associated Press, o porta-voz da Autoridade para a Vida Selvagem do Uganda. “A informação que temos é que eles [os leões] atacaram a vaca de alguém, mas ainda temos de definir o que aconteceu exatamente”, acrescentou Bashir Hangi.

 

Usaremos as evidências que reunirmos para processar e punir os autores deste crime hediondo”, prometeu Akankwasah Barirega, comissário de Conservação da Vida Selvagem do Ministério do Turismo, Vida Selvagem e Antiguidades do Uganda.

Nos últimos anos, tem existido no Uganda um grande número de mortes de leões relacionadas com envenenamento. Em maio de 2010, cinco leões foram mortos no mesmo parque, também envenenados. Entre maio de 2006 e julho de 2007, 15 leões foram mortos naquela zona por proprietários das terras para tentar defender o gado.