A Finlândia é um dos líderes mundiais em termos de educação, segundo o ranking do Programa para a Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), apenas ultrapassada pela China e Singapura. Apesar disso, o país está prestes a embarcar numa profunda, e radical, reforma educativa. A Finlândia quer abandonar o modelo educativo utilizado nos países ocidentais - em que o conhecimento é dividido em disciplinas - e adotar um modelo de ensino por «tópicos».

Na prática, deixam de existir disciplinas como a Matemática, a Física, a História ou a Geografia. Em vez disso, os alunos podem, segundo um exemplo do jornal «The Independent», ter uma sessão sobre União Europeia, em que aprendem conhecimentos de várias áreas como História, Geografia, Economia e até Línguas.

«Vai ser uma grande mudança na educação aqui na Finlândia, e é apenas o começo», disse Liisa Pohjolainen, responsável pela educação de jovens e adultos em Helsínquia, capital do país e pioneira no programa reformador.

«É necessário introduzir as mudanças necessárias no sistema educativo de acordo com as necessidades da indústria e da sociedade modernas.»

A disposição das salas de aula também vai mudar. O atual sistema, em que as secretárias dos alunos estão alinhadas em filas será substituído por outro em que os alunos fiquem organizados em pequenos grupos. Desta forma, espera-se que os alunos trabalhem de forma mais colaborativa, invés de escutarem o professor enquanto este debita a matéria.

A gestora de educação em Helsínquia, Marjo Kyllonen afirmou que «as mudanças não serão apenas aplicadas em Helsínquia, mas em toda a Finlândia».