Os pais dos 43 estudantes mexicanos que desapareceram no ano passado começaram uma greve de fome na quarta-feira, véspera de um encontro com o Presidente do país, Enrique Pena Nieto.

As famílias dos jovens juntaram-se sob uma lona branca em frente à catedral da Cidade do México, na praça Zocalo, e anunciaram o início do seu protesto pelas 19:00 (01:00 de hoje em Lisboa).

“Durante 43 horas vamos apenas beber água e vamos estar em jejum quando nos encontrarmos com o Presidente”, disse Nardo Flores, cujo filho Bernardo está entre os desaparecidos.


Este será o segundo encontro entre os pais dos estudantes e Pena Nieto desde o desaparecimento dos jovens no ano passado.

Vidulfo Rosales, o advogado das famílias, explicou que os pais vão pedir que Pena Nieto ordene uma nova investigação ao caso e exigir que as autoridades entreguem os 43 jovens vivos.

Os estudantes de uma escola de formação de professores no estado de Guerrero desapareceram depois de terem sido atacados por polícias locais na cidade de Iguala.

As autoridades dizem que a polícia os entregou ao cartel Guerreros Unidos, que os matou e incinerou os corpos.

Mas a investigação oficial foi questionada por especialistas independentes da Comissão Inter-Americana para os Direitos Humanos, que dizem não haver provas de que os estudantes tenham sido queimados numa lixeira, como tinha sido avançado.