Emmerson Mnangagwa prestou esta segunda-feira juramento como chefe de Estado do Zimbabué perante o novo gabinete que incluiu elementos do partido no poder e militares que estiveram envolvidos na deposição de Robert Mugabe.

Após a cerimónia, Mnangagwa disse que a prioridade é a recuperação económica do país.

Entre os membros do novo governo estão o major-general Sibusiso Moyo (ministro dos Negócios Estrangeiros) e o marechal da Força Aérea, Perrance Shiri, que vai ocupar o cargo de ministro da Agricultura.

Muitos dos nomes que inicialmente eram apontados como ministros não foram escolhidos porque a maior parte do executivo tem de ser constituído por deputados eleitos - o que não é o caso do novo chefe da diplomacia e do ministro da Agricultura.

O major-general Moyo foi o oficial que anunciou a tomada de poder pelos militares, no dia 15 de novembro, e que conduziu ao afastamento de Mugabe que se manteve no poder durante 37 anos e que se preparava que reconduzir a mulher, Grace Mugabe, no cargo de chefe de Estado.

Mnangagwa já foi fortemente criticado pela nomeação dos dois militares, que emanam do regime da ZANU-PF, partido de poder desde 1980, assim como de elementos fiéis a Robert Mugabe e que fazem parte do Executivo.

Entretanto, o novo presidente apelou à “unidade” para “o relançamento da economia” que se encontra em profunda crise desde a instauração da reforma agrária no início do século XXI.

Mais de 90% da população encontra-se no desemprego, sendo que o país precisa urgentemente de liquidez financeira.

Mnangagwa lançou na semana passada um aviso para que, nos próximos três meses, as empresas e os investidores particulares voltem a depositar no Zimbabué o capital que “retiraram do país” ilegalmente.

As eleições presidenciais e legislativa devem realizar-se em agosto de 2018.