O presidente da França, Emmanuel Macron, assegurou, esta quarta-feira, ao Congresso norte-americano, que o Irão "nunca" terá armas nucleares. 

O Irão nunca possuirá qualquer arma nuclear, nem agora, nem em cinco anos, nem em dez anos, NUN-CA!”, afirmou o chefe de Estado, citado pela AFP. "No entanto, esta política nunca nos deve levar a uma guerra no Médio Oriente", acrescentou.

Macron esclareceu que a França continua a defender o atual acordo nuclear iraniano, assinado em 2015, mas não se opõe se os Estados Unidos propuserem um compromisso abrangente.

A cumplicidade que Emmanuel Macron tem demonstrado com Donald Trump na visita aos Estados Unidos prolongou-se no Congresso, ainda que grande parte das palavras do presidente francês não tenha ido propriamente no sentido do anfitrião, refere a Euronews.

Emmanuel Macron criticou a tentação do “nacionalismo e do isolacionismo” e pediu aos Estados Unidos para “reinventarem o multilateralismo”, sendo aplaudido pelos parlamentares norte-americanos.

O chefe de Estado francês considerou ainda que “uma guerra comercial entre aliados não é coerente”, numa referência às taxas que os Estados Unidos pretendem impor às importações de aço e alumínio e em relação às quais pediu uma isenção para a União Europeia. Macron apontou que as guerras comerciais não fazem sentido porque acabam por atacar os empregos da classe média, "a espinha dorsal da sociedade".

O presidente francês disse também estar confiante de que os Estados Unidos voltarão atrás na questão das alterações climáticas, lembrando que “não há planeta B”.

Os Estados Unidos ainda vão regressar ao Acordo de Paris", porque, perguntou, "qual é o sentido da nossa existência se não deixarmos um planeta habitável para os nossos filhos?". 

“É uma honra para a França, para o povo francês e para mim ser recebido neste santuário da democracia, onde foi escrita parte da História dos Estados Unidos”, declarou o presidente francês, após ter sido saudado por uma ovação em pé à sua chegada ao hemiciclo.

Emmanuel Macron foi recebido com vários momentos de aplauso durante o discurso, exatamente no mesmo dia em que, há 58 anos, Charles de Gaulle também falava no Congresso dos Estados Unidos.