O embargo aéreo imposto ao Qatar desde o início da crise do Golfo apenas se aplica às companhias e aviões do Qatar ou registadas nesse país. A Autoridade de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos veio clarificar isso mesmo, hoje, em comunicado.

A Arábia Saudita e o Bahrein publicaram comunicados idênticos sobre o embargo aéreo, que entrou em vigor depois de Riade, Abu Dabi e Manama romperem relações com o Qatar, a 5 de junho, acusando-o de apoiar o “terrorismo”.

É interdito a todas as companhias aéreas e aviões registados no Qatar aterrar nos aeroportos ou transitar pelo espaço aéreo dos Emirados, do reino saudita e do Bahrein", segundo comunicados publicados pelas agências nacionais dos três países.

No Golfo Pérsico são já vários os países a cortar relações com o Qatar, numa decisão sem precedentes. São eles Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Egito, Iémen e Líbia, além das Maldivas. Países que tomaram medidas para isolar o país, fechando fronteiras e cortando ligações terrestres, marítimas e aéreas. 

A Arábia Saudita lidera o protesto, acusando Doha de apoiar e financiar o terrorismo. 

O Qatar reagiu, dizendo que não encontra “justificação legítima” para corte de relações por parte destes sete países. 

Este sismo diplomático aconteceu 15 dias depois de uma visita a Riade do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o qual pediu aos países muçulmanos para agirem de forma decisiva contra o extremismo religioso.

Estes desenvolvimentos representam um grave revés para o Qatar que, independentemente do seu papel regional, vai acolher o Mundial de Futebol de 2022.