O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu, esta quarta-feira, a cidade de Jerusalém como capital de Israel e anunciou a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém. 

Considero que é tempo de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel. (...) Depois de mais de duas décadas de renúncias, não estamos mais perto de um acordo de paz duradouro entre Israel e os palestinianos", disse Donald Trump, numa declaração feita a partir da sala de recepção diplomática da Casa Branca. 

Donald Trump criticou ainda a política norte-americana dos últimos anos para o Médio Oriente e considerou que "seria um erro assumir que a mesma receita iria trazer melhores resultados". “Ao longo dos anos, os Presidentes que representaram os EUA rejeitaram reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel. Na verdade, recusámos reconhecer qualquer capital de Israel. Mas hoje finalmente reconhecemos o óbvio. Que Jerusalém é a capital de Israel. Nada mais nada menos do que o reconhecimento da realidade. É também a coisa certa a fazer. É algo que tem de ser feito”, disse. 

A embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém será um monumento à paz", disse Trump, numa declaração na Casa Branca. 

Donald Trump cumpre assim uma promessa de campanha. Assegura que se mantém "comprometido com um acordo de paz que seja aceitável para ambas as partes" e promete "fazer tudo" para o alcançar.

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O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, vai deslocar-se nos próximos dias ao Médio Oriente para “reafirmar o nosso compromisso de trabalhar com os nossos parceiros", para "derrotar o radicalismo que ameaça a esperança e os sonhos das gerações futuras”.

As reações

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu saudou, já esta quarta-feira, a decisão do presidente dos EUA e considerou-a um "marco histórico". Numa mensagem de vídeo pré-gravada, Netanyahu disse que qualquer acordo de paz com os palestinianos deve incluir Jerusalém como capital de Israel e exortou outros países a seguir os Estados Unidos e a mudarem também as suas embaixadas para a cidade.

Mas as críticas à tomada de posição de Donald Trump não se fizeram esperar. A França já fez saber que não apoia o presidente dos Estados Unidos. O presidente Emmanuel Macron apelou ainda à calma na região. 

É uma decisão lamentável que a França não aprova e vai contra o direito internacional e todos as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas", disse Macron aos jornalistas, numa conferencia de imprensa em Argel, onde está em visita de Estado.