O líder dos Trabalhistas, Ed Miliband, apresentou a demissão do partido, esta sexta-feira, depois da pesada derrota nas eleições do Reino Unido, que tiveram lugar na quinta-feira, dia 7 de maio. Já se esperava que o fizesse.

É que tudo indicava que o partido ia disputar as eleições taco a taco com os Conservadores, mas acabou por sofrer a maior penalização nas urnas desde 1987.

Segundo os últimos resultados, elegeu apenas 232 deputados. Perde, assim, 48 assentos na Câmara dos Comuns.

"Assumo absoluta e total responsabilidade pelo resultado"


No discurso que oficializou a sua demissão, Miliband pediu desculpa a todos os deputados que perderam o seu lugar na Câmara dos Comuns.

Miliband já tinha assumido a derrota no Twitter, com grande desilusão. Considerou que a noite eleitoral foi "difícil para o Partido Trabalhista" e agradeceu aos militantes e apoiantes do partido. 
   
Noite dentro, a satisfação dos rivais Conservadores foi aumentando cada vez mais. Não só o partido de David Cameron  ganhou as eleições  conseguiu a maioria absoluta , com 331 deputados eleitos (resultados finais). Pode, assim, prescindir da coligação com os Liberais Democratas que vinha desde 2010. Faltam os resultados finalíssimos, mas David Cameron já pode estar - e está - eufórico com a "vitória mais doce"

Para além da demissão de Ed Miliban, também o líder dos Liberais Democratas, Nick Clegg, e o líder do antieuropeu UKIP, Nigel Farage, também anunciaram a sua saída.