O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, assumiu esta segunda-feira a derrota nas eleições legislativas e anunciou que vai apresentar a demissão no próximo mês, após a apresentação do Orçamento, marcada para 14 de outubro.

«Conforme a tradição parlamentar norueguesa, vou apresentar a demissão do meu Governo após a apresentação do Orçamento, a 14 de outubro, quando será claro que há uma base parlamentar para o novo Governo», afirmou o líder trabalhista, aos seus apoiantes.

A oposição de direita, liderada pela conservadora Erna Solberg, ganhou hoje as eleições legislativas norueguesas com pelo menos 54,7 por cento dos votos quando estava apurados 52,6 por cento dos resultados, cerca das 22:00 em Lisboa.

Erna Solberg, que concorria contra Jens Stoltenberg, no poder desde 2005 e que liderava nestas eleições a coligação de centro-esquerda, reclamou, perante os seus apoiantes, uma «vitória eleitoral histórica», cita a Lusa.

Apesar de oito anos de forte crescimento, prosperidade económica, diminuição do desemprego e lucros do Estado, os noruegueses dizem estar cansados de serviços públicos que funcionam mal e também dos impostos elevados.

A vitória da direita conservadora, que prometeu privatizações, descidas de impostos, redução do governo e melhores cuidados de saúde, confirma assim as sondagens.

A Noruega é o país mais rico da Europa. Não tem dívida externa e tem um fundo petrolífero que daria para resgatar Portugal sete vezes e meia.