O presidente do parlamento venezuelano, Diosdado Cabello, pediu este domingo a expulsão do país dos ex-Presidentes Jorge Quiroga (Bolívia), Andrés Pastrana (Colômbia) e Alberto La Calle (Uruguai), após o Conselho nacional eleitoral lhes ter retirado as credenciais de “observadores políticos”.

A autoridade eleitoral anulou este domingo essas credenciais aos ex-Presidentes após estes terem pedido o encerramento das assembleias de voto para as eleições parlamentares às 18:00 locais (22:30, hora de Lisboa), apesar de a lei eleitoral venezuelana o proibir caso ainda existam eleitores com a intenção de votar.

“Não existiu qualquer inconveniente a não ser agora, com um incidente particularmente delicado” protagonizado por “ex-Presidentes desempregados e que não nada que fazer nos seus países”, disse Cabello.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano retirou as credenciais de “observadores políticos” das eleições aos ex-Presidentes da Colômbia, Bolívia, Panamá, Uruguai e Costa Rica, convidados pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), por questionarem o processo eleitoral.

“Revogámos as credenciais de observadores políticos e comunicaremos com as autoridades competentes para que tomem as medidas necessárias”, disse a presidente da CNE, Tibisay Lucena.


As declarações dos ex-mandatários “não se compadecem com o clima de tranquilidade que deve reinar até ao encerramento e até que se produzam resultados”, assinalou a autoridade eleitoral máxima.

A Venezuela foi este domingo a votos. As urnas já fecharam. Cerca de 19,5 milhões de eleitores foram chamados às urnas para eleger 167 assentos na assembleia legislativa.
 
As primeiras indicações é de uma participação em massa no escrutínio que poderá ditar um resultado histórico. Com uma autêntica revolta popular em curso pela escassez de alimentos e medicamentos, muitos antecipam uma pesada derrota para Nicolás Maduro.
 
O próprio presidente, em jeito de antecipação desse resultado, anunciou que radicalizará a revolução bolivariana a partir de 7 de dezembro, caso as forças que apoiam o Chavismo obtenham a maioria nas eleições parlamentares.

O secretário executivo da aliança opositora venezuelana Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesús Torrealba, denunciou este domingo uma “guerra suja” protagonizada pelos meios oficiais nas redes sociais e em comunicados, no decurso da votação para as legislativas.