Os líderes de quatro partidos da oposição concorrentes às eleições gerais angolanas de 23 de agosto consideraram os resultados eleitorais provinciais definitivos “inconstitucionais” e “ilegais”.

A posição está expressa numa declaração conjunta da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), do Partido de Renovação Social (PRS) e da Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), subscritas por Isaías Samakuva, Abel Chivukuvuku, Benedito Daniel e Lucas Ngonda, respetivamente.

Na declaração, lida em Luanda por Isaías Samakuva, líder do maior partido da oposição angolana, as quatro forças políticas concorrentes reclamam que um novo escrutínio provincial seja realizado com base na lei e na Constituição da República de Angola.

A UNITA e a coligação CASA-CE tinham pedido a invalidação dos resultados provisórios das eleições gerais de dia 23 de agosto, mas a CNE considerou que as reclamações eram injustificadas.