A Renamo e o MDM, principais partidos de oposição em Moçambique, denunciaram hoje na Comissão Provincial de Eleições (CPE) de Tete perseguições e impedimentos à realização da campanha eleitoral por membros e simpatizantes da Frelimo, que refuta as acusações.

A denúncia foi efetuada esta hoje num encontro organizado pela CPE, com vista a garantir que o escrutino eleitoral decorra num ambiente pacífico.

Carlos Patrício, mandatário do MDM (Movimento Democrático de Moçambique), terceira força do país, referiu no encontro que membros da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), no poder, têm erguido barricadas e arremessado pedras para as suas caravanas na campanha eleitoral, um pouco por toda a província situada no noroeste do país.

Recorde-se que já está em curso a campanha eleitoral para as eleições gerais (presidenciais, legislativas e para as assembleias provinciais) de 15 de outubro.

O MDM também acusou a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula de perseguir, prender e torturar os seus membros como retaliação a confrontos registados no Dia das Forças Armadas.

No dia 25 de setembro, membros do MDM e da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) envolveram-se em confrontos durante as cerimónias em Nampula do Dia das Forças Armadas e Defesa de Moçambique.

Em resultado dos confrontos que se seguiram, a PRM prendeu membros do MDM e usou gás lacrimogénio para dispersar a multidão, com o partido na oposição a acusar a polícia de usar munições reais durante a intervenção.