Os colégios eleitorais abriram esta terça-feira portas na Síria para as eleições presidenciais nas zonas sob controlo das autoridades, revelou a televisão oficial.

Os centros de votação estarão abertos durante 12 horas - entre as 07:00 e as 19:00 locais (entre as 05:00 e as 17:00 em Lisboa).

Cerca de 16 milhões de sírios estão convocados para as urnas em que o Presidente Bashar al Assad, no poder desde 2000, concorre a um terceiro mandato. Pela primeira vez, nas últimas décadas, há três candidatos à Presidência da República. Desde 1971, quando Hafez al Assad, pai do atual presidente chegou ao poder, que quase todas as eleições foram realizadas apenas com um candidato único.

Apesar de haver mais dois rostos nos boletins de voto, é esperada a reeleição de Bashar al Assad.

Além de Assad, o Tribunal Constitucional aceitou as candidaturas do deputado Maher Abdel Hafez Hayar, membro da oposição «tolerada» pelo atual regime e, ainda, do ex-ministro Hassan Abdullah al Nuri.

Recorde-se que a Síria vive há três anos em guerra civil. Um conflito que já causou mais de 160 mil mortos e milhões de desalojados.

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Um balanço mais recente divulgado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), revela que mais de 162.000 pessoas foram mortas na Síria, entre as quais 53.978 civis, desde o início do conflito em março de 2011.

Dos civis, pelo menos 8.607 eram menores e 5.586 eram mulheres, informou a organização com sede no Reino Unido que tem por base dados de um vasta rede de militantes e fontes médicas e militares.

Do total de 162.402 mortos, o número de combatentes da oposição ascende a 42.701, incluindo 13.500 rebeldes da Frente al-Nosra, ligada à Al-Qaeda, e do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

A TVI24 deixa-lhe uma galeria impressionante sobre os efeitos da guerra no país. Fotos que recordam, também, o ataque químico que chocou a comunidade internacional e obrigou o regime a entregar as suas armas químicas. Algumas imagens podem ferir a suscetibilidade dos leitores mais sensíveis.