Quase seis milhões de israelitas vão esta terça-feira às urnas para decidir, em eleições legislativas antecipadas, se o atual primeiro-ministro. 

Numa campanha eleitoral que relegou para segundo plano o conflito israelo-palestiniano, as eleições são, em grande medida, um referendo a favor ou contra Netanyahu, de 65 anos, primeiro-ministro (direita) desde março de 2009, e no poder há quase uma década, tendo em conta o primeiro de três mandatos, de 1996 a 1999.

Continuar ou não com Netanyahu «é a grande questão», por estar «no poder há tanto tempo», explicou Tamir Sheafer, professor de ciência política. «Trata-se do segundo maior período» de exercício do poder, depois de David Ben Gourion, o fundador do Estado de Israel, disse à Lusa. 

O duelo antecipa-se entre Benjamin Netanyahu e Yitzhak Herzog, do Partido Zionist, de centro-esquerda, mas os votos pode diluir-se por outros partidos, obrigando a coligações. Por isso, como explica a BBC, Netanyahu radicalizou o seu discurso, muito mais virado para o eleitorado de direita. 

Enquanto Herzog fala num diálogo com os palestinianos e uma maior abertura à capacidade internacional, Netanyahu prometeu que, se ganhar as eleições, não será criado um Estado Palestiniano.