O partido Syriza (Coligação de Esquerda Radical) está à frente das sondagens para as eleições do próximo domingo na Grécia, mas nas ruas de Atenas há muitos gregos renitentes em votar no partido que lhes promete um futuro sem austeridade.

Nas sondagens, o Syriza passou de um resultado de 4,6% nas eleições de 2009 para 16% em Maio de 2012 e 27% nas segundas eleições do mesmo ano. Várias sondagens dão-lhe percentagens à volta dos 30% e uma margem de cerca de 3% sobre o partido Nova Democracia, que lidera o Governo de coligação com o agora diminuto partido socialista grego (Pasok). O Pasok passou de um partido de maiorias no Governo para 5% das intenções de voto e uma campanha eleitoral quase invisível.

Seguem-se O Rio (To Potami), o Partido Comunista ou o neonazi Aurora Dourada, cujos líderes estão na prisão, acusados de organização criminosa, com previsões à volta dos 5%.

Há ainda partidos como os Gregos Independentes (nacionalistas anti troika) ou o novo partido do antigo primeiro-ministro George Papandreou na linha dos 3%, o limite mínimo para entrar no Parlamento.

O terramoto político seguiu-se a seis anos de austeridade em que a economia encolheu 25%, o desemprego está nos 26% (entre os jovens é de 50,6%), há salários em atraso, cortes nas reformas, e a Grécia mantém uma dívida de mais de 170% do PIB.