O Syriza não vai conseguir a maioria absoluta por apenas dois deputados. Com 99,83 por cento dos votos apurados, a Coligação de Esquerda Radical conquistou 36,34% e 149 lugares no parlamento.

Alexis Tsipras vai então iniciar contactos para a formação de um novo governo, começando já esta manhã com uma reunião com os Gregos Independentes, que obtiveram 4,75 por cento dos votos e 13 deputados.



Após tomar posse, o que deve acontecer ainda esta segunda-feira, o novo primeiro-ministro tem 15 dias para conquistar um voto de confiança do parlamento. Para isso, precisa de 151 deputados.

Como não obteve a maioria absoluta, Alexis Tsipras terá três dias para formar um governo de coligação. Segundo fonte do Syriza informou a Reuters, Tsipras espera apresentar o seu governo até quarta-feira de manhã. Se não conseguir um acordo, o que é pouco provável, será o líder do segundo partido mais votado, a Nova Democracia, a ter a mesma oportunidade. O partido de Antonis Samaras ficou-se pelos 27,81% dos votos e 76 lugares no parlamento.
 
Na hora de formar governo, o Syriza pretende fugir aos partidos tradicionais, que os gregos castigaram nas eleições deste domingo. Além da Nova Democracia, o Pasok também ficou de fora das intenções de Tsipras para formar uma aliança. Os socialistas obtiveram 4,68% dos votos e 13 lugares no parlamento.
 
Após a reunião com o líder dos Gregos Independentes, Panos Kammenos, Alexis Tsipras tem reuniões agendadas com o To Potami, que obteve 6,05% dos votos e 17 lugares no parlamento. A seguir, será a vez do Partido Comunista Grego (KKE), que conseguiu 5,47% dos votos e 15 deputados. No caso do KKE, os comunistas já avisaram que não pretendem formar um governo de coligação com o Syriza.
 
No caso dos Gregos Independentes, um partido dissidente da Nova Democracia, pouco há em comum com o Syriza além de serem ambos anti-austeridade.
 
Fora do novo governo ficará a Aurora Dourada, que conseguiu 6,28% dos votos e elegeu 17 deputados, sendo a terceira força mais votada.

No discurso de vitória deste domingo, Alexis Tsipras avisou que terminou assim «o ciclo da austeridade», garantindo que «a troika é passado» na Grécia. 

Já o líder da Nova Democracia, Antonis Samaris, assumiu a derrota de «consciência tranquila».