Estão encerradas as urnas na Grécia. O Syriza do ex-primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e a Nova Democracia (ND, conservador), liderada por Vangelis Meimarakis, surgiram, nas primeiras sondagens à boca das urnas, empatados, com um ligeiro avanço para a esquerda.

Com o decorrer da contagem dos votos, a vantagem do  Syriza tornou-se mais clara. De acordo com os resultados oficiais parciais, contados 61% dos boletins de voto, o Syriza conseguiu 145 dos 300 lugares do parlamento grego, e terá uma maioria absoluta de 155 com o apoio dos Gregos Independentes.

Segundo fonte oficial do partido, citada pela Reuters, o Syriza vai apresentar um Governo nos próximos três dias.

O próprio líder da Nova Democracia, Vangelis Meimarakis, já veio a público reconhecer a derrota nas eleições e dar os parabéns ao  Syriza.

"Felicito-o (...). Parece que os cidadãos não mudaram de opinião", disse Vangelis Meimarakis aos jornalistas, à chegada a sede do partido, próxima do centro de Atenas, vincando: "Travámos esta batalha com seriedade".

Vangelis Meimarakis afirmou ainda que agora a prioridade do país é formar um governo.

“O resultado eleitoral mostra que o Syriza e o sr. Tsipras estão na liderança. Dou-lhes os meus parabéns e aconselho-o a criar o governo que é preciso e a ir para o Parlamento.”
 

 

As primeiras sondagens


A sondagem, à boca das urnas, de cinco canais de televisão mostra que 30 a 34% votaram no Syriza e 28,5 a 32,5% na Nova Democracia, o que deixa tudo em aberto até ao resultado final.

O partido Aurora Dourada surge em terceiro lugar com 6,5 a 8%, seguindo-se os partidos Pasok e Partido Comunista empatados com 5,5 a 7%.

Se o resultado se mantiver, será necessária uma coligação para formar o governo grego.

Estas eleições antecipadas foram convocadas na sequência da demissão de Alexis Tsipras do cargo de primeiro-ministro, em 20 de agosto passado, depois de perder uma parte da sua bancada parlamentar devido a uma cisão de 25 deputados da ala mais à esquerda do partido, quando o parlamento grego aprovou um novo pacote de austeridade que Tsipras acordou com Bruxelas, recuando nas promessas de que iria acabar com a política de austeridade na Grécia.