Se as eleições na Grécia fossem esta sexta-feira, o Syriza de Alexis Tsipras voltaria a vencer, ainda que com pouca vantagem sobre a Nova Democracia, e sem maioria absoluta.

Duas sondagens divulgadas hoje mostram o Syriza na frente, mas apenas uma revela uma vantagem de mais de três pontos em relação ao maior partido da oposição. Porém, a queda na popularidade também se aplica à Nova Democracia, igualmente afastada dos valores conseguidos nas eleições de janeiro.

A primeira sondagem a ser divulgada foi elaborada pela ProRata, para o jornal Efimerida ton Syntakton, avançando 23% das intenções de voto para o partido de Tsipras e 19,5% para a Nova Democracia. Esta revela a maior diferença para os 36,3% dos votos conseguidos pelo Syriza em janeiro e para os 27,8% da ND.

A estimativa aponta a Aurora Dourada (extrema-direita) e o PASOK como terceira e quarta forças políticas na Grécia, com 6,5% e 4,5% das intenções de voto, respetivamente. Há ainda uma taxa superior a 25% de eleitores indecisos.
 
 


Mais favorável ao Syriza é a sondagem da Metron Analysis para o jornal Parapolitika, que aponta uma taxa de 29% das intenções de voto para o partido de Tsipras. Um número que ainda assim não conseguiria a maioria absoluta (apenas 129 lugares dos 151 necessários), mas mais animadora do que os 23% da sondagem anterior.

Porém, os números não cresceram apenas do lado do Syriza, também a Nova Democracia tem nesta sondagem uma perspetiva mais animadora para as eleições do próximo mês: 27,8% das intenções de voto.

A sondagem da Metron Analysis também confirma a Aurora Dourada como terceira força política na Grécia (8,3%), mas não coloca o PASOK em quarto lugar como a da ProRata. Aqui, é o partido “O Rio” quem ocupa essa posição (6,7% dos votos), com o PASOK a surgir apenas em sexto lugar.


 

Um ponto em comum em ambas as consultas é a queda da popularidade do partido de coligação do governo que agora deixou o poder: os Gregos Independentes (ANEL). Na primeira sondagem vê-se uma previsão de apenas 2% dos votos, e na segunda 2,3%. Com estes resultados não tem votos suficientes para conseguir assento parlamentar, já que são precisos 3%.