O secretário-geral do PSOE afirmou hoje que os socialistas espanhóis "vão explorar todas as possibilidades para que haja em Espanha um governo de mudança e de diálogo", reafirmando que rejeita um governo do PP e de Mariano Rajoy.
 

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) “vai explorar todas as possibilidades para que haja um governo de mudança e estabilidade. As eleições de domingo abriram uma nova etapa de diálogo", afirmou.


Pedro Sánchez falava à saída de uma reunião com o presidente do governo em funções, Mariano Rajoy, na sede do executivo, no palácio da Moncloa, em Madrid, na qual lhe transmitiu que o PSOE não apoiará, nem viabilizará, a investidura do líder "popular".
 

 PP diz que "Não" do PSOE é apenas um mau começo


O PP espanhol considera que o "Não" do PSOE à viabilização de um governo em Espanha é "um mau começo" para as negociações, mas sublinhou que é "apenas o início", voltando a apelar à responsabilidade de todos.

"Um 'não' não é o melhor começo, mas sublinho que estarmos no início deste processo. Foi a primeira ronda de contactos", disse o vice-secretário de Organização do PP, Fernando Martínez Maíllo
 

Espanha: Ciudadanos propõe acordo a três com PP e PSOE


O líder do Ciudadanos, Albert Rivera, já tinha declarou hoje que ia propor um "acordo a três" com o PP e o PSOE para viabilizar um governo e uma legislatura que "garantisse a estabilidade e unidade de Espanha" na sequência das eleições gerais de domingo.

O Ciudadanos, que conseguiu 40 deputados, propunha assim um "pacto por Espanha" - para realizar "reformas democráticas e urgentes" - com o vencedor das eleições, o PP (123 deputados) e com a segunda força mais votada, o PSOE (com 90 deputados).
 

"Proponho não reuniões bilaterais, mas uma mesa de negociação [a três] para dar estabilidade a Espanha", disse Albert Rivera em conferência de imprensa, especificando que não inclui o Podemos neste momento.


Rivera acrescentou que - como se trata de um pacto de regime "pela estabilidade e unidade de Espanha" - para começar, "não falará com quem quer dividir a Espanha", numa referência à proposta do Podemos de viabilizar um referendo sobre a independência na Catalunha.
 

Pablo Iglesias propõe "figura independente"


Já o líder do Podemos, Pablo Iglesias, propôs também hoje uma "figura independente de prestígio" como presidente do Governo espanhol, caso os próprios socialistas do PSOE impeçam Pedro Sánchez de "tentar sê-lo", na sequência das eleições gerais de domingo.

O Podemos de Pablo Iglesias entrará diretamente no Congresso dos Deputados com 69 assentos, juntando os deputados das formações "irmãs" de Valência, Catalunha e Galiza).