Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB, de centro-direita), foi o mais votado, e com ampla margem de diferença, na segunda volta das presidenciais brasileiras pelos 10.182 eleitores que participaram no escrutínio em Portugal.

O candidato social-democrata obteve 65,17% dos 5.630 votos válidos apurados nas urnas em Lisboa, enquanto a atual Presidente, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT, de centro-esquerda), conseguiu 34,83%.

A abstenção registada na capital portuguesa foi de 63,12%, menor do que os 67,7% da primeira volta, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil divulgados hoje. Os votos em brancos e nulos somaram 359.

No Porto, Aécio Neves alcançou 67,53% dos votos válidos e Rousseff 32,47%. A abstenção foi de 63,12%, e os votos em branco e nulos somaram 329.

A segunda volta das eleições presidenciais brasileiras ocorreu no domingo, e os eleitores reelegeram Rousseff, com 51,6% dos votos válidos. Aécio Neves teve 48,3% dos votos, após 98% dos votos apurados, e reconheceu a derrota num telefonema para Dilma Rousseff e depois num discurso.

Já em África, em Moçambique o escrutínio foi mais equilibrado do que em Portugal, com a vitória de Neves com 55,35% dos votos, e 44,65% atribuídos a Rousseff. Em Angola, Neves, teve 59,62% dos votos e Rousseff, 40,38%. Na primeira volta, Marina Silva (Partido Socialista Brasileiro) teve alta votação nos dois países, e votos da ambientalista migraram para o social-democrata na segunda volta.

Na Guiné-Bissau, houve empate. Neves e Rousseff ficaram cada um com 19 votos válidos dos brasileiros que participaram no escrutínio, ou 50% deles.