O Governo das Honduras decretou na sexta-feira estado de exceção, de modo a travar os atos violentos e de vandalismo registados no país devido à alegada fraude nas eleições de 26 de novembro.

A informação foi avançada pela presidência, através do ministro Ebal Díaz, que indicou que o anúncio à população seria feito pelas 22:00 de sexta-feira (04:00 de hoje em Lisboa), com a medida a entrar em vigor às 23:00.

A suspensão de garantias constitucionais entra em vigor devido a um pedido apresentado ao governo pelas Forças Armadas, polícia, empresas privadas e câmaras de comércio.

Com esta disposição, as Forças Armadas e a polícia ganham mais poderes. Podem “contrariar esta onda de violência que se desencadeou no país”, disse um alto funcionário do governo ao Canal 5.

As Honduras têm sido palco de confrontos que deixaram feridos manifestantes e agentes das forças de segurança. Registaram-se também incidentes como danos em edifícios públicos e privados, saques, paralisação parcial do trânsito e incêndios.

As manifestações são protagonizadas por simpatizantes da Aliança da Oposição contra a Ditadura, que apresentou às presidenciais o candidato Salvador Nasralla, que acredita estar ser alvo de fraude eleitoral.

As eleições presidenciais do passado domingo estão num impasse, com a autoridade eleitoral do país a anunciar uma recontagem de alguns votos.

Ao contrário do que se começou por verificar, o atual presidente, o conservador Juan Orlando Hernandez, estava na sexta-feira à frente com 42,92% dos votos, contra 41,42% do seu rival de esquerda, Nasralla.