As eleições primárias na Florida para o cargo de governador foram marcadas terça-feira pela surpreendente vitória do democrata Andrew Gillum, apoiado por Bernie Senders, que irá enfrentar em novembro o republicano Ron DeSantis, 'apadrinhado' por Donald Trump.

Nas eleições marcadas para 6 de novembro, Gillum tem a hipótese de se tornar o primeiro governador negro na história da Florida, se conseguir vencer o candidato da confiança de Trump, que reuniu 56% dos votos entre os republicanos.

Numa luta renhida, o candidato apoiado por Bernie Senders levou a melhor sobre a democrata Gwen Graham, que partiu como favorita na corrida. Gillum reuniu 34% dos votos e superou em apenas três pontos percentuais a filha do antigo governador Bob Graham.

Por outro lado, DeSantis afastou-se consideravelmente de seu concorrente imediato, o ex-comissário estadual de Agricultura Adam Putnam, que totalizou 36% dos votos, de acordo com dados das autoridades aquele estado.

Como já era esperado, o governador da Florida, Rick Scott, é oficialmente o candidato republicano ao Senado em Washington, depois de obter uns esmagadores 88%.

Scott espera agora 'roubar', em novembro, o lugar no Senado ao democrata Bill Nelson, naquela que é uma batalha crucial para o futuro 'controlo' do Congresso dos EUA.

As primárias da Florida, que coincidem com as do Arizona, foram seguidas por Donald Trump. Depois de conhecer os resultados, o Presidente felicitou os republicanos DeSantis e Scott na rede social Twitter.

Duas mulheres vencem primárias no Arizona 

A democrata Kyrsten Sinema e a republicana Martha Sally foram eleitas na terça-feira pelos respetivos partidos como candidatas ao Senado norte-americano pelo estado do Arizona, segundo dados oficiais.

McSally, uma ex-militar da Força Aérea, a primeira mulher norte-americana a pilotar um caça em combate, derrotou a ex-senadora Kelli Ward e o ex-xerife do condado de Maricopa, Joe Arpaio.

Na rede social Twitter, Donald Trump já felicitou a veterana republicana, a quem apelidou de "membro altamente respeitado do Congresso".

A democrata Sinema era há muito a favorita para ganhar as primárias. De acordo com o partido, uma eventual vitória em novembro depende agora de como os eleitores se vão sentir então perante as políticas de Donald Trump.

O Arizona tem uma cadeira aberta no Senado neste ciclo, depois do senador republicano Jeff Flake ter anunciado a saída do cargo.

Este é considerado um lugar-chave para os democratas na tentativa de assumir o controlo do Congresso, o que significa que esta disputa será alvo de maior atenção e, previsivelmente, uma das mais disputadas entre as eleições para o Senado.

No mesmo dia, o partido democrata norte-americano elegeu um professor de origem latina como candidato para governador do Arizona, cargo ocupado atualmente por Doug Dacey, que voltou a reunir a maioria dos votos pelos republicanos.

"Estamos a um passo de mudar o Arizona”, proclamou Garcia, depois de conhecer os resultados. Muitos professores aplaudiram a vitória de Garcia, que prometeu “construir um sistema de educação de primeira classe”.

O atual governador republicano concentrou a sua campanha na segurança das fronteiras e na criação de empregos, promovendo um novo esforço para a aplicação da lei conhecida como "Força de Greve de Fronteira".

Já Garcia defende uma lei que aumentaria os impostos sobre os rendimentos dos residentes mais ricos do Arizona, dinheiro que reverteria para as escolas.

O candidato democrata prometeu também retirar as tropas da Guarda Nacional enviadas por Ducey para a fronteira sul com o México, a pedido do Presidente Donald Trump.