As autoridades de El Salvador efetuaram buscas nas instalações da firma de advogados Mossack Fonseca naquele país.

Vinte computadores e alguns documentos foram apreendidos, avançam as autoridades via Twitter, e sete funcionários foram inquiridos mas não há, para já, registo de detenções.

A operação surge depois de retirada a placa de identificação dos escritórios da Mossack Fonseca, no centro do escândalo dos Papéis do Panamá, um dia depois de ter sido conhecido.

Alguns funcionários indicaram, no entanto, que a placa teria sido retirada devido à mudança de escritórios.

O escândalo revelou como é que algumas pessoas utilizam empresas offshore para fugir ao fisco.

Também no Twitter, as autoridades publicam um documento que prova que a Mossack Fonseca podia operar com clientes a nível mundial.

Estes escritórios em El Salvador não são referidos no site da Mossack Fonseca.

O jornal local El Faro noticiaram que os salvadorenhos utilizavam a Mossack Fonseca para adquirir propriedades no país sem declarar a compra às autoridades.

A firma nega as acusações e diz que a informação foi apresentada fora do contexto.

Os Papéis do Panamá são o resultado da maior investigação jornalística da história, divulgada na noite do último domingo, envolvendo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, e do qual a TVI faz parte.

Na investigação são destacados os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas offshore em mais de 200 países e territórios.

A partir dos Papéis do Panamá (Panama Papers, em inglês) como já são conhecidos, a investigação refere que milhares de empresas foram criadas em paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles o rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.