Pelo menos 17 pessoas foram executadas, esta quinta-feira, por apoiantes do grupo extremista Estado Islâmico após a tomada da cidade síria de Palmira, disse uma organização de defesa dos direitos humanos.

“O Estado Islâmico executou 17 pessoas, incluindo civis e apoiantes das autoridades. Pelo menos quatro deles foram decapitados”, disse Rami Abdel Rahman, diretor do grupo de monitorização do Observatório dos Direitos Humanos sírio.

Segundo o ativista dos direitos humanos, as pessoas foram mortas por trabalharem para o regime.

Terroristas do Estado Islâmico assumiram, durante a noite de quarta-feira, o total controlo da cidade histórica de Palmira, incluindo o aeroporto militar e a prisão.

A conquista da cidade já motivou uma reação do Presidente francês, François Hollande, que já apelou ao combate contra o perigo do terrorismo.

“Temos de agir porque existe perigo para monumentos património da humanidade e, ao mesmo tempo, temos de agir contra o Daesh”, acrónimo árabe do grupo extremista, afirmou o chefe de Estado francês.


É preciso também encontrar uma “solução política para a Síria e é isso que a França faz e há muito tempo”, acrescentou François Hollande, que falava em Riga, na Letónia, onde se encontra para uma cimeira europeia.

No início da semana, o EI já tinha conquistado terreno no Iraque, a cidade de Ramadi, mais exatamente, naquele que foi o maior avanço dos extremistas desde que a coligação internacional começou os ataques ao grupo.

Esta quinta-feira, o presidente norte-americano, Barack Obama, desvalorizou este retrocesso e insiste que a guerra não está perdida.

“Não acho que estejamos a perder”, disse Barack Obama em entrevista à revista The Atlantic.

Barack Obama admitiu não haver dúvidas de que houve um retrocesso”, embora ressalvando que Ramadi estava “vulnerável” há muito tempo.