Um grupo de homens armados matou, este sábado, três juízes egípcios e feriu outros dois na província do Norte-Sinai, palco frequente de atentados jihadistas que visam as forças de segurança, disseram à AFP fontes policiais e hospitalares.

O ataque aconteceu poucas horas depois de ser conhecida a sentença de condenação à morte do Presidente islamita Mohamed Morsi, que foi deposto pelo exército em julho de 2013.

Os grupos jihadistas, que reivindicam normalmente os atentados contra as forças da ordem, dizem atuar como represália contra a sangrenta repressão dos partidários de Morsi, após a destituição, e que já provocou mais de 1.400 mortos.

O ataque aconteceu na capital do Norte-Sinai, Al-Arich, quando os atiradores abriram fogo contra o veículo onde seguiam seis juízes, vindos da cidade de Ismaília, perto do canal de Suez, para presidir a audiências em Al-Arich, segundo um responsável da polícia.

Morsi foi este sábado condenado à morte na primeira instância, com mais uma centena de acusados, devido às fugas da prisão e atos de violência durante a revolta popular de 2011 contra Hosni Mubarak.

Alguns dos condenados pertencem a movimentos jihadistas com base no Sinai.

O ministro egípcio do Interior decretou o estado de alerta reforçado no país, suspendendo as férias dos polícias até nova ordem.

O Norte-Sinai, no leste do Egito, é o bastião do grupo ‘jihadista’ Ansar Beit al-Maqdiss que se rebatizou “Província do Sinai” para provar a sua lealdade ao “califado” autoproclamado pelo grupo Estado Islâmico e que abrange parte do Iraque e da Síria.