O islamita Mohamed Morsi, destituído da presidência do Egito e detido pelo exército, não reconhece autoridade ao tribunal que deverá julgá-lo por «incitação à morte» a partir de segunda-feira, anunciou hoje a coligação dos seus partidários.

«Nenhum advogado ¿ egípcio ou estrangeiro ¿ defenderá o Presidente Mohamed Morsi, porque o Presidente não reconhece este processo, nem nenhuma ação ou julgamento resultante do golpe de Estado», anunciou em comunicado a Aliança Anti-Golpe, liderada pela Irmandade Muçulmana.

Centenas de pessoas morreram em sucessivos confrontos desde julho, altura em que Mohamed Morsi, primeiro Presidente egípcio eleito democraticamente, foi deposto e detido pelos militares.