A organização não-governamental (ONG) norte-americana Freedom House condenou esta terça-feira a violência junto ao quartel da Guarda Republicana do Egito e apelou a todas as partes para exercerem a máxima moderação no conflito.

A ONG destaca os relatos que dão conta de, pelo menos, 51 mortos e mais de 400 feridos num confronto na madrugada de segunda-feira entre militares e milhares de apoiantes do ex-Presidente Mohammed Morsi, sublinhando que, apesar de haver divergências sobre quem disparou primeiro, não há dúvidas quanto à violência desproporcional exercida sobre os manifestantes.

«Numa situação destas, os militares têm uma responsabilidade especial no sentido de manter a disciplina e refrear o uso excessivo da força, uma responsabilidade que não cumpriram neste incidente sangrento», salienta a Freedom House num comunicado.

Esta ONG de defesa dos direitos humanos, fundada em 1941 por Eleanor Roosevelt, considera que o único caminho para sair da atual crise egípcia reside num processo político inclusivo e transparente, com prazos claros, para alterar a Constituição e garantir que é representativa do povo egípcio.