O túmulo de uma rainha do Egito, que era até agora desconhecida, foi descoberto por uma equipa de arqueólogos da República Checa, numa necrópole que pertencia ao faraó Neferefre. A descoberta foi anunciada este domingo no ministério egípcio das Antiguidades

Os investigadores checos acreditam que a rainha foi mulher do faraó Neferefre, da V dinastia, que reinou há cerca de 4500 anos. 

«Descobrimos o nome da rainha, até então desconhecida», afirmou o Ministro das Antiguidades do Egito, Mamduh al Damaty em comunicado. 


O seu nome, Khentakawess, estava inscrito numa parede da necrópole, localizada em Abu-Sir, no sudeste do Cairo, uma região que foi usada pelos antigos egípcios como cemitério e local de culto. Assim, e como já foram identificadas duas rainhas egípcias anteriores com este nome, os arqueólogos acreditam que se trata de Khentakawess III.

O Ministro da Antiguidades do Egito salientou ainda a importância da descoberta, que vai permitir compreender aspectos da V dinastia, que testemunhou a construção das primeiras pirâmides.

Além do túmulo, a equipa de arqueólogos, liderada por Miroslav Barta, encontrou ainda cerca de 30 utensílios, 24 feitos de pedra calcária e quatro de cobre.