Depois dos serviços secretos ocidentais, agora é a própria investigação egípcia que está convencida que foi uma bomba a bordo que derrubou o avião russo de passageiros na península do Sinai. Uma fonte ligada ao processo disse à agência Reuters que estão 90% certos que assim foi. Uma semana e um dia após a tragédia que matou 224 pessoas, dezenas de milhares de turistas russos e britânicos continuam à espera de ser retirados do Egipto.
 
Os serviços secretos americanos e britânicos, os investigadores franceses da airbus, e agora a própria investigação oficial do Egipto, vão todos no mesmo sentido. O avião russo, caído no Sinai no dia 31 de outubro, desfez-se no ar devido à explosão de uma bomba colocada a bordo. A pista principal vem do exame das caixas negras do aparelho, principalmente a que gravou as comunicações no cockpit.
 
Esta é a posição oficial assumida pelos egípcios no sábado. Mas já este domingo, uma fonte da investigação disse à agência noticiosa Reuters que estão noventa por cento certos de que o ruído ouvido no último segundo da gravação da caixa negra foi uma explosão causada por uma bomba.
 
A confirmar-se, tudo indica então que as três reivindicações de ataque ao avião feitas pelo Estado Islâmico e pela sua filial egípcia, a província do Sinai, são verdadeiras. E a serem-no, significa que o Estado Islâmico levou a cabo uma das maiores matanças da história da aviação comercial desde os ataques do 11 de setembro de 2001, nos EUA
 
São motivos mais que suficientes para que a Rússia e a Grã-Bretanha estejam a retirar o mais depressa possível os seus cidadãos de Sharm el-Sheikh, de Hurghada, e de outras partes do Egipto.
 
Entre sábado de manhã e este domingo de manhã, a Rússia fez regressar à pátria nada menos que 11 mil dos seus cidadãos. Mesmo assim mais de 60 mil turistas russos continuam no Egipto, enquanto o segundo maior contingente nacional, os britânicos, rondarão os 15 mil. De acordo com Londres, a retirada dos seus cidadãos pode demorar ainda dez dias.