
O Egito encerrou na noite de sábado o primeiro dos dois dias de votação para a segunda volta das eleições presidenciais. As urnas começaram a fechar às 21:00 locais (19:00 em Lisboa) e, de acordo com o correspondente da BBC no Cairo, o entusiasmo na afluência às urnas foi menor do que o registado noutras votações realizadas no país desde a queda do presidente Hosni Mubarak.
O correspondente da BBC, Jon Leyne, notou também a ausência de jovens no primeiro dia de votação. De acordo com Leyne, estes jovens parecem estar decepcionados com as opções, entre Ahmed Shafiq, o ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak, e Mohammed Mursi, líder da Irmandade Muçulmana. A televisão estatal do Egito apelou à participação dos eleitores, mas alguns ativistas distribuíram panfletos em várias estações do metro do Cairo a apelar ao boicote às eleições.
De acordo com a Comissão Eleitoral, citada pela agência EFE, verificaram-se algumas irregularidades em várias províncias do país que não deverão afetar o processo eleitoral.
Este domingo termina a votação para eleger o primeiro presidente após a revolução que em 2011 depôs Hosni Mubarak. O islamista Mohammed Morsi e o ex-primeiro-ministro Ahmed Chafiq disputam agora o cargo.
A segurança para a votação foi reforçada e um total de 400 mil soldados e polícias estão mobilizados nas ruas do país.
A divulgação oficial dos resultados pela Comissão Eleitoral Presidencial deve ser feita no dia 21 de Junho. O Supremo Conselho das Forças Armadas, que assumiu o controlo do país após Mubarak ter deixado a presidência, comprometeu-se a entregar o posto ao vencedor até ao dia 30 de Junho.