logotipo tvi24

Egito: pouco entusiasmo marcou primeiro dia das presidenciais

Afluência às urnas foi menor do que a registada noutras votações realizadas desde a queda de Hosni Mubarak, refere a BBC

Por: Redacção / AR    |   2012-06-17 01:01

O Egito encerrou na noite de sábado o primeiro dos dois dias de votação para a segunda volta das eleições presidenciais. As urnas começaram a fechar às 21:00 locais (19:00 em Lisboa) e, de acordo com o correspondente da BBC no Cairo, o entusiasmo na afluência às urnas foi menor do que o registado noutras votações realizadas no país desde a queda do presidente Hosni Mubarak.

O correspondente da BBC, Jon Leyne, notou também a ausência de jovens no primeiro dia de votação. De acordo com Leyne, estes jovens parecem estar decepcionados com as opções, entre Ahmed Shafiq, o ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak, e Mohammed Mursi, líder da Irmandade Muçulmana. A televisão estatal do Egito apelou à participação dos eleitores, mas alguns ativistas distribuíram panfletos em várias estações do metro do Cairo a apelar ao boicote às eleições.

De acordo com a Comissão Eleitoral, citada pela agência EFE, verificaram-se algumas irregularidades em várias províncias do país que não deverão afetar o processo eleitoral.

Este domingo termina a votação para eleger o primeiro presidente após a revolução que em 2011 depôs Hosni Mubarak. O islamista Mohammed Morsi e o ex-primeiro-ministro Ahmed Chafiq disputam agora o cargo.

A segurança para a votação foi reforçada e um total de 400 mil soldados e polícias estão mobilizados nas ruas do país.

A divulgação oficial dos resultados pela Comissão Eleitoral Presidencial deve ser feita no dia 21 de Junho. O Supremo Conselho das Forças Armadas, que assumiu o controlo do país após Mubarak ter deixado a presidência, comprometeu-se a entregar o posto ao vencedor até ao dia 30 de Junho.

Partilhar
Mais sobre este tema
EM BAIXO: Eleições presidenciais no Egito
Eleições presidenciais no Egito

Obama defende uso de drones para combater terroristas
Presidente norte-americano voltou a prometer encerrar a prisão de Guantánamo
Histórias da Casa Branca: nos 90 anos de Eduardo Lourenço
Um dos maiores pensadores do último século português e europeu tem uma visão sobre a América que vale a pena conhecer
Soldado morto em Londres chamava-se Lee Rigby e deixa um filho
Serviu no Afeganistão, na Alemanha e em Chipre. Suspeitos do brutal ataque eram conhecidos pelas autoridades britânicas
EM MANCHETE
«Esta guerra é justa»
Barack Obama considera que o uso de drones para combater terroristas pode até ser uma forma de «auto-defesa». E diz que a prisão de Guantánamo «nunca devia ter sido aberta»
«Empresários não investem numa situação de recessão»
«Pós-troika será complicado sem sinal de crescimento»
PUB