O príncipe George de Inglaterra, de dois anos, entrou na vida estudantil por um caminho diferente do tradicional. A  escola onde o filho mais velho dos duques William e Kate vai receber os primeiros anos de educação segue a corrente Montessori. 
 
Em que consiste, afinal, a educação de um rei dos tempos modernos. O nome do método é uma homenagem à criadora do sistema, a pedagoga italiana Maria Montessori. Segundo um especialista no método Montessori, em declarações ao El Mundo, estas crianças “apendem a conhecer-se e a relacionar-se com os outros, e a tomar as melhores opções”, explicou Ángeles Pedrero.

O método eleito pelos pais para o pequeno príncipe defende uma forma mais flexível de ensinar as crianças a falar, ler e escrever corretamente. Não há disciplinas específicas, nem salas de aula tradicionais. São antes locais que oferecem liberdade para os alunos trabalharem de maneira independente, com vários tipos de materiais. No mesmo espaço convivem alunos de idades diferentes, para que aprendam uns com os outros.

Cada grupo de crianças tem dois professores com funções de "guias", que, essencialmente, estimulam os lados psicológico e físico dos alunos. 

Por outro lado, não há exames e a avaliação é feita pela observação do desenvolvimento de cada criança. “É a criança que marca o seu ritmo de aprendizagem e não a idade ou as notas”, referiu.


Quais as vantagens, então, deste método escolhido para educar um futuro rei de Inglaterra? “Os colégios Montessori têm como missão gerar bons profissionais, com boas capacidades de liderança, decisão e trabalho, requisitos necessários numa sociedade moderna” - considerou Ángeles Pedrero -, e para ser rei também.