Peritos encontraram um gravador de voz que funcionava como uma caixa negra entre os destroços do jacto particular que caiu na manhã de quarta-feira, provocando a morte do candidato socialista à presidência brasileira, Eduardo Campos.

O gravador regista o que é falado pelos comandantes da aeronave e os seus diálogos com a torre de controlo. O objeto será investigado e poderá ajudar na descoberta dos motivos do acidente, que provocou a morte dos sete tripulantes.

A maior parte dos restos mortais encontrada foi removida e encaminhada para o Instituto Médico Legal, em São Paulo, informou a Polícia Civil à imprensa local, em Santos.

Os corpos deverão permanecer naquele instituto durante um máximo de três dias, segundo o delegado Aldo Galiano, citado pelo «Estado de São Paulo».

Tanto a Polícia Civil de São Paulo como a Polícia Federal e a Aeronáutica investigam o que pode ter causado a queda do avião.

A aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, descolou por volta das 09:20 (13:20 em Lisboa) do Rio de Janeiro e tinha como destino o aeroporto do Guarujá, no litoral de São Paulo.

Devido ao mau tempo, o piloto suspendeu a aterragem e voltou a subir e, em seguida, perdeu o contacto com o centro de controlo de tráfego aéreo. Instantes depois caiu em Santos, também no litoral paulista.

Na queda, o jato particular atingiu dez imóveis, segundo o governo municipal de Santos, e deixou feridas pelo menos 11 pessoas que estavam na rua ou em casa, mas sem gravidade.