Um avião privado que transportava o candidato à presidência do Brasil, Eduardo Campos, despenhou-se esta quarta-feira na cidade de Santos, segundo a agência Reuters, que cita fonte do partido de Campos.

A imprensa brasileira avança que o piloto, o co-piloto e cinco passageiros morreram, onde se inclui o candidato a Presidente do Brasil. Informação que já terá sido confirmada pelas autoridades locais à Associated Press.

Na aeronave seguiam dois assessores de Campos e o seu fotógrafo oficial de campanha, que também não terão sobrevivido.

Um oficial da polícia de Santos tinha afirmado que existem «certamente» mortos a registar, mas que não estava em condições de confirmar as suas identidades, ou quaisquer informações adicionais.

A «Globo» fala em 15 pessoas a bordo, sete das quais não terão sobrevivido.

A Câmara de Santos confirmou à «Folha de S. Paulo», que o acidente fez ainda sete feridos, que não estavam no avião. NO entanto, Roberto Lago, comandante dos bombeiros de Santos, informou em entrevista ao Jornal Hoje, que serão cinco os feridos em terra e que foram levadas para a Santa Casa da cidade.

O avião, um Cessna 560XL, terá perdido contacto com a torre de controlo quando se preparava para aterrar, segundo um comunicado da Força Aérea.



A aeronave terá caído sobre três edifícios.

A aeronave descolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá. O mau tempo estará na origem do acidente.

Fonte do Partido Socialista Brasileiro garantiu que Mariana Silva, candidata a vice-presidente, não estava no avião.

Eduardo Campos, 49 anos, foi governador do Estado de Pernambuco e, segundo as últimas sondagens, tinha o apoio de 10% dos eleitores para ser o próximo presidente do Brasil.

Campos tinha sido apoiante da atual presidente Dilma Rousseff, que concorre a um segundo mandato.





O candidato faleceu exatamente nove anos depois do seu avô, também ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, que faleceu a 13 de agosto de 2005. Era casado e tinha cinco filhos.