O ex-ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, recusa que a sua demissão tenha sido um sacrifício pessoal para bem das negociações, e afirma, apenas, que se tratou de uma decisão “política”.

Esta segunda-feira, dia em que se demitiu do cargo, Varoufakis disse à “Sky News” que se sente bem e que continuará a trabalhar como deputado do parlamento grego.
 

“Sinto-me bem, porque haveria de não me sentir bem? [Não foi um sacrifício] Isto é política. (...) Hoje vou descansar, depois vou regressar ao trabalho. Como sabem sou membro do parlamento, num governo que está empenhado em fazer isto funcionar.”


O ex-ministro não quis comentar sobre se foi pressionado para sair, para que as negociações fluíssem melhor. Porém, quando questionado sobre se deixar o cargo era um “alívio”, Varoufakis respondeu, em claro tom de brincadeira, que é “sempre um alívio” deixar o lugar de ministro das Finanças, já que o cargo é um grande “caroço”.
 

É sempre um alívio deixar [o cargo] de ministro das Finanças. É um grande caroço na consciência e nos ombros, não é? (…) [Foi duro], mas faz parte do trabalho”.


Na curta entrevista Varoufakis garantiu, ainda, que continuará "inevitavelmente" a aconselhar Alexis Tsipras nas decisões sobre a atual situação da Grécia.


                                      

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