Alexis Tsipraso entendimento

estimado em 86 mil milhões de euros

229 votos a favor, 64 contra e seis abstenções

estão o ex-ministro das Finanças , Yanis Varoufakis, Zoe Constantopoulou

vozes de apoiodiscórdia




Alexis Tsipras (Foto: Reuters)

apelou ao votoa escolha que menos prejudicava a Grécia

“Tive de escolher entre um acordo com o qual não concordo, um incumprimento desordeiro ou a escolha de Schäuble [ministro das Finanças da Alemanha] e sair do euro. (...) Não acreditamos [no acordo], mas estamos forçados a concordar."

Um debate decisivo


Syriza

Zoe Constantopoulou“genocídio social”



Yanis Varoufakis foi um dos deputados do Syriza a votar contra. Clique na imagem para ver o vídeo (Foto: Reuters)

Gregos Independentes“golpe de estado

Panos Kammenos“contra a sua consciência”

os partidos da oposição tornaram-se aliados do Syriza

Nova Democracia

To Potami

PASOKFofi Gennimata

KKEDimitris Koutsoubasmemorandos 1, 2 e [agora] 3

Votação causa manifestação violenta em Atenas


                    
                              Confrontos entre a polícia e manifestantes em Atenas (Foto: Reuters)

O acordo passou no parlamento, mas não sem causar, indiretamente, uma das mais violentas manifestações dos últimos dois anos.

A manifestação com cerca de 12.500 pessoas foi pacífica até à chegada à praça Syntagma, em frente ao parlamento, onde um grupo se envolveu em confrontos com a polícia.
 
Estes manifestantes mais violentos arremessaram pedras e cocktais molotov à polícia de intervenção, que respondeu com gás lacrimogénio para os dispersar. Em minutos a praça foi evacuada e pelo menos 50 pessoas acabaram detidas.
 
O jornalista da TVI, José Carlos Araújo, e o repórter de imagem, Nuno Quá, também foram apanhados no meio dos confrontos, e foram atingidos com gás lacrimogéneo.

                  
                                                     Clique na imagem para ver o vídeo

Antes comuns, foi a primeira vez que um protesto tomou estas proporções desde que o governo do Syriza tomou posse em janeiro. A manifestação (pacífica) "anti-austeridade" tinha como objetivo influenciar a votação de hoje sobre o acordo com os credores europeus.

Um acordo em que Alexis Tsipras disse, numa entrevista ao canal do Estado, não acreditar, mas o qual está disposto a aplicar, porque isso significa que a Grécia se mantém na Zona Euro.

“Assumo as responsabilidades por todos os meus erros, assumo responsabilidade por um texto no qual não acredito, mas que assinei para evitar um desastre para o país, o colapso dos bancos”.


Tsipras disse que o governo travou “uma batalha” para evitar cortes nas pensões e salários. O primeiro-ministro disse que sempre achou que o referendo de há duas semanas fosse ajudar a Grécia a conseguir um acordo melhor, e que não esperava que os credores tomassem uma posição “vingativa” perante a consulta popular.

Do lado dos credores, agora que o acordo está aprovado, o Eurogrupo deverá, também, aprovar o empréstimo-ponte já esta quinta-feira, às 11:00.

Já o Fundo Monetário Internacional (FMI), num documento publicado na terça-feira, o FMI considerou a dívida grega “totalmente inviável” e assegurou que só poderia continuar a participar na assistência financeira à Grécia se os europeus tomassem vastas e profundas medidas de alívio. Christine lagarde, diretora do FMI, está confiante que os credores vão avançar para essa solução.


Comissão Europeia“sérias preocupações” quanto à sustentabilidade da dívida