O primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Iatseniuk, apelou esta sexta-feira à adoção de «verdadeiras sanções económicas» contra a Rússia, cujas ações considera que ameaçam a ordem mundial.

«A melhor forma de conter a Rússia é submetê-la a uma verdadeira pressão económica», disse Iatseniuk, no final da assinatura formal do acervo político do tratado de associação UE-Ucrânia.

O líder ucraniano abordou ainda a questão da dependência energética da Rússia, para defender que é preciso «falar a uma só voz, de modo a que a Rússia não possa usar a energia como se fosse uma arma nuclear».

O fornecimento da Rússia cobre mais de um quarto das necessidades energéticas da UE e Moscovo já aumentou a fatura na Ucrânia, tendo duplicado os preços, depois da aproximação de Kiev a Bruxelas.

«Temos de pagar o preço, todos temos de pagar o preço pela paz, pela estabilidade e pela segurança», defendeu.

Para Iatseniuk, a UE tem de «falar a uma única e forte voz», salientando que «a Rússia decidiu impor uma nova ordem mundial».

A UE decidiu impor sanções a 33 responsáveis russos e ucranianos, após a anexação da Crimeia e de Sebastopol.

UE e Ucrânia assinam acordo de parceria

A União Europeia e a Ucrânia assinaram esta sexta-feira, em Bruxelas, o acervo político do acordo de parceria, anunciou o Conselho Europeu.

O acordo foi assinado pelos líderes europeus e pelo primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Iatseniuk.

O acordo esteve em cima da mesa na Cimeira da Parceria Oriental, em novembro de 2013, mas o ex-presidente ucraniano Viktor Ianukovich recusou-se a assiná-lo, o que esteve na origem da revolta popular que causou o seu afastamento do poder e uma mudança no regime em Kiev.