A UNICEF alertou, esta terça-feira, para a importância de reforçar a prática de lavar as mãos como medida de combate ao Ébola e prevenção de doenças, a propósito do Dia Mundial da Lavagem das Mãos, que se assinala na quarta-feira.

«Lavar as mãos com sabão é uma das ‘vacinas’ mais baratas e eficazes contra doenças virais, desde a gripe sazonal, à constipação mais comum,» afirma Sanjay Wijesekera, responsável dos programas de água, saneamento e higiene (WASH) da agência das Nações Unidas de defesa dos direitos das crianças.

De acordo com Sanjay Wijesekera, as equipas da UNICEF que estão no terreno na Serra Leoa, Libéria e Guiné «estão a reforçar a importância de lavar as mãos como parte de uma série de medidas necessárias para travar a propagação do Ébola». «Não é uma fórmula mágica, mas é um meio de defesa adicional que é barato e facilmente disponibilizado», sublinha.

A UNICEF tem vindo a trabalhar na sensibilização sobre o Ébola nos países afetados e no combate a perceções erróneas sobre a doença, que vieram colocar ainda mais pessoas em risco, além de distribuir artigos de proteção, como fatos, luvas, lixívia, 1,5 milhões de barras de sabão na Serra Leoa e vários milhões na Libéria e na Guiné Conacri.

Reconhecendo que não será fácil conter a propagação da doença, sendo necessário um «enorme esforço internacional», Sanjay Wijesekera salienta a extrema importância de «passar a mensagem sobre as medidas que podem ser tomadas agora nas zonas mais gravemente afetadas, mesmo quando continua a chegar ajuda adicional vinda do exterior». «A lavagem das mãos é uma dessas medidas», acrescenta.

Além do Ébola, números recentemente divulgados pela UNICEF e pela OMS mostram que em 2013 mais de 340 mil crianças com menos de 5 anos – quase 1 mil por dia – morreram de doenças diarreicas devido à falta de água segura para consumo, saneamento e higiene básica.

À medida que a resposta ao Ébola tem vindo a afetar severamente os serviços de saúde nos países atingidos, a prática da lavagem das mãos assume ainda maior importância na contenção de doenças comuns, considera a UNICEF.