Afinal, a enfermeira britânica que foi curada do vírus do Ébola em janeiro não  sofreu uma recaída. Os médicos revelaram que Pauline Cafferkey padece de uma meningite causada pelo vírus que ainda persiste no seu cérebro.

Quando a enfermeira apareceu de novo no hospital, no dia 9 de outubro, com sintomas semelhantes aos que tinha quando foi diagnosticada com ébola, em janeiro, os especialistas pensavam que tinha tido uma recaída. Agora, os médicos garantem que não tem a doença, mas que o vírus permaneceu no seu organismo, desde a recuperação, e que está agora a fazer com que contraia outros problemas de saúde.
 

“O vírus reemergiu à volta do cérebro e da coluna vertebral, causando meningite”, disse Michael Jacobs, um dos médicos que a está a tratar, à Reuters.


O especialista acrescentou que a enfermeira esteve em estado crítico a semana passada, mas que tem melhorado. Os médicos esperam que consiga recuperar totalmente nos próximos dias.
 

“Este é um caso sem precedentes. Nunca tínhamos visto o vírus a reemergir sob a forma de meningite”, afirmou Nathalie MacDermott, especialista em ébola.



A enfermeira foi a primeira pessoa com ébola a chegar ao Reino Unido com ébola, em dezembro de 2014. Os médicos deram-lhe alta em janeiro, quando já não apresentava quaisquer sinais da doença.