Durão Barroso foi esta quarta-feira reeleito, em Estrasburgo, presidente da Comissão Europeia por mais cinco anos por maioria absoluta. O Parlamento Europeu reconduziu o antigo primeiro-ministro português com 382 votos a favor, 219 votos contra a 117 abstenções.

O voto dos eurodeputados foi secreto e com a utilização de meios electrónicos, o que não permitiu verificar o número de deputados que fugiu à indicação de cada família política europeia. Em 2004, quando Durão Barroso foi eleito para o primeiro mandato obteve 413 votos a favor, 251 votos contra e 44 abstenções.

Barroso começa agora a tarefa de formar a próxima equipa de comissários europeus que vai ter que passar por um escrutínio do Parlamento Europeu. A próxima Comissão Europeia deveria iniciar funções a 1 de Novembro, mas o refendo na Irlanda a 2 de Outubro sobre o Tratado de Lisboa, poderá atrasar a tomada de posse até ao fim do ano.

De acordo com a Lusa, a votação foi feita com base nas regras do Tratado de Nice que indica que a eleição é feita com a maioria simples dos votos expressos e que a abstenção não conta. Caso o tratado de Lisboa já tivesse em vigor, Durão Barroso teria de ser eleito com os votos favoráveis da maioria simples do número total dos eurodeputados, neste caso, pelo menos 369 dos 736 elementos do Parlamento Europeu.

Esta quarta-feira, Durão Barroso recebeu, antes do acto eleitoral, o apoio de três famílias políticas europeias, o grupo do Partido Popular Europeu (PPE), no qual pertence, o PE, os liberais ALDE e os reformistas.

Os Verdes, a Esquerda Unitária e o grupo nacionalista e anti-europeu Europa da Liberdade e Democracia deram indicação de voto negativo. Já o grupo socialista deu a indicação aos deputados para se absterem.