Uma mulher, que alega que enquanto menor o investidor americano Jeffrey Epstein a utilizou como «escrava sexual», entregou um documento em tribunal onde afirma ter sido forçada de forma repetida a ter «relações sexuais» com o príncipe André, filho da rainha Isabel II do Reino Unido.

De acordo com o jornal «The Guardian», a mulher apresentou uma queixa anónima contra o banqueiro multimilionário, onde alega que, entre 1999 e 2002, foi obrigada a ter relações com o próprio e com muitos dos seus amigos ricos e poderosos.

É neste contexto que surge o nome do Duque de Iorque, num documento entregue esta semana num tribunal do estado norte-americano da Flórida. De acordo com o jornal britânico, o príncipe André é acusado de abuso sexual da menor, que na altura teria 17 anos, em três sítios: Londres, Nova Iorque, e numa ilha privada caribenha de Jeffrey. 

Epstein já esteve envolvido noutros escândalos sexuais, tendo cumprido 13 meses de uma pena de 18 por sexo pago com uma menor. A sua proximidade com o Príncipe André levou o Duque a negar, em 2011, qualquer envolvimento sexual com menores ligadas ao banqueiro, em entrevista à Vanity Fair.

O Palácio de Buckingham já negou o envolvimento do príncipe neste caso de pedofilia.