Um estudo, realizado na Austrália e na Nova Zelândia, sobre os efeitos do consumo de marijuana por menores de 18 anos, revelou que estes jovens têm 60 por cento de probabilidade de não conseguir completar o ensino secundário.

Citados pela CNN, estes resultados são consequência de três estudos anteriores onde participaram quase quatro mil pessoas.

Os cientistas consideraram o uso frequente de canábis e os estados de desenvolvimento humano previsto até aos 30 anos. Foram ainda revistos dados relativos às habilitações literárias, ao grau de dependência de marijuana, às tendências suicidas, ao diagnóstico de depressão, ao uso de substâncias ilegais e à existência de assistência social para suporte de vida.

Os adolescentes que usam marijuana têm 18 vezes mais probabilidade de se tornar dependentes, sete vezes mais probabilidade de tentar o suicídio e oito vezes mais de se tornarem utilizadores de substâncias ilegais no futuro.

Os investigadores não encontraram relação entre o consumo de canábis e casos de depressão ou bem-estar do seu utilizador. Do mesmo modo, não ficou provada a relação entre casos de suicídio e o uso deste estupefaciente.

Não sendo fácil provar a relação causa/consequência, os investigadores admitem que os riscos associados ao canábis aumentam em proporção do próprio consumo.

Mason Tvert, diretor de comunicação com o «Marijuana Policy Poject», diz que o estudo não prova que o consumo de marijuana causa problemas. «O artigo mostra expressamente que não há nenhuma relação entre o consumo de canábis e a depressão, o suicídio ou o insucesso escolar. Simplesmente mostra que os adolescentes que são propícios a desenvolver estes problemas são mais vulneráveis se consumirem marijuana», disse.