Foi tornado público esta sexta-feira um vídeo de 2005, em que Donald Trump e o apresentador de televisão norte-americano Billy Bush trocam comentários sexistas em relação às mulheres. O candidato à Casa Branca vangloria-se mesmo de fazer o que quer com mulheres bonitas só porque "é uma estrela".

O vídeo no centro da polémica foi divulgado pelo The Washington Post. Nas imagens, Trump fala de algumas tentativas de sedução a mulheres e descreve as propostas que lhes fazia.

O candidato republicano à Casa Branca refere-se, em concreto, a uma atriz que o ia acompanhar no talk show, contanto que, apesar de ser casada, a tentou seduzir.

O candidato à Presidência dos EUA já se desculpou pelos comentários considerados vulgares e machistas, mas acrescentou que o ex-Presidente Bill Clinton fez pior e "abusou mesmo das mulheres".

Já disse, procedi mal e peço desculpa", diz Trump num vídeo divulgado em que sublinha que a gravação difundida na sexta-feira tem mais de dez anos e se arrepende daquilo que dizia.

Trump compromete-se "a ser um homem melhor", mas acrescenta que, no entanto, o ex-Presidente norte-americano Bill Clinton, casado com a sua rival nas eleições deste ano, "abusou mesmo das mulheres" e que Hillary Clinton perseguia as vítimas do marido.

Vídeo custa nova polémica e apoios a Trump

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Paul Ryan, desistiu na sexta-feira de aparecer publicamente, pela primeira vez, ao lado do candidato do Partido Republicano à Casa Branca, "indignado" com declarações machistas do candidato.

Estou indignado com o que ouvi. (...) Espero que Trump trate esta situação com a seriedade que merece e trabalhe para demonstrar ao país que respeita as mulheres muito mais do que aquilo que sugere a gravação", disse Ryan, num comunicado.

"Entretanto, já não virá [Trump] à iniciativa de amanhã [hoje] em Wisconsin", acrescentou Ryan, referindo-se ao estado em que tenta ser reeleito congressista nas eleições norte-americanas de novembro.