Donald Trump não falou em terrorismo, não levantou o tom de voz, nem foi inconveniente quanto uma conta no Twitter permite: dirigindo-se à nação, o presidente dos Estados Unidos disse apenas que o tiroteio de Las Vegas, em que morreram, pelo menos, 58 pessoas "foi um ato de pura maldade", apelando à união da América.

Sei que estamos à procura de um qualquer sentido no caos, de uma luz na escuridão, mas as respostas não são fáceis", afirmou o líder norte-americano, numa curta comunicação ao país, comedida, desde a sala diplomática da Casa Branca, em que falou ao coração dos americanos.

"Em momentos trágicos, a América surge como uma só. (...) E a nossa união não pode ser quebrada pelo mal", defendeu, sublinhando a união na "tristeza, choque e pesar".

Trump anunciou, ainda, que a bandeira dos Estados Unidos vai ficar a meia haste em todos os edifícios governamentais e militares e que irá visitar Las Vegas na quarta-feira, para prestar a sua homenagem às autoridades que responderam de imediato ao trágico incidente e também para prestar as condolências às famílias das vítimas.

Naquele que é já considerado o tiroteio mais mortífero da história dos Estados Unidos e que o Estado Islâmico reivindicou, como tantas vezes o faz sem provas, o presidente dos Estados Unidos não pronunciou uma única vez a letra t, nem mesmo para descrever o terror de uma noite que era de festa para as 22 mil pessoas que assistiam a um concerto.

Referiu-se ao atirador, Stephen Paddock, apenas como “assassino”.