O presidente norte-americano, Donald Trump, felicitou por telefone o homólogo russo, Vladimir Putin, pela sua reeleição e os dois abordaram uma possível cimeira bilateral e a coordenação para “limitar a corrida ao armamento”, informou o Kremlin.

“Donald Trump felicitou Vladimir Putin pela sua vitória na eleição presidencial [realizada no passado domingo]", indicou a Presidência russa (Kremlin), num comunicado.

A nota informativa do Kremlin acrescentou que durante a conversa telefónica os dois líderes manifestaram-se favoráveis a uma coordenação de esforços entre Moscovo e Washington para “limitar a corrida ao armamento”.

“A importância de uma coordenação de esforços para limitar a corrida ao armamento foi enfatizada” durante a conversa entre Putin e Trump, indicou o comunicado do Kremlin, acrescentando que os dois líderes abordaram ainda a possível realização de um encontro ao mais alto nível.

"Foi dada uma especial atenção à questão da realização de uma possível reunião ao mais alto nível”, referiu a Presidência russa.

O Kremlin esclareceu ainda que os dois líderes não conversaram sobre o caso do envenenamento do ex-agente duplo russo Serguei Skripal e a sua filha, Yulia, com um agente neurotóxico em solo britânico, cuja responsabilidade está a ser atribuída a Moscovo.

Questionado pela agência russa Interfax se este caso, que está a causar fortes tensões entre Moscovo e o Ocidente, foi abordado por Trump e Putin durante a conversa telefónica, o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, respondeu apenas que “não”.

Encontro “num futuro não muito distante”

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que planeia encontrar-se com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, “num futuro não muito distante”.

“Falei por telefone com o Presidente Putin e felicitei-o pela sua vitória. Provavelmente vamos encontramo-nos num futuro não muito distante para falar sobre armamento”, afirmou Trump, em declarações à comunicação social na Casa Branca, em Washington, no início de um encontro com o príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman.

Sobre esta possível cimeira bilateral, o chefe de Estado norte-americano mencionou que tal encontro poderá servir para discutir, entre outros dossiês, a corrida ao armamento, a Ucrânia, a Síria e a Coreia do Norte.

Sem adiantar outros detalhes sobre este eventual encontro ao mais alto nível, Trump recordou que “uma das primeiras declarações” de Putin após a vitória eleitoral de domingo passado foi que a Rússia não pretende iniciar uma corrida às armas.

Esta corrida “está descontrolada”, assegurou o Presidente norte-americano, enfatizando ainda que os Estados Unidos “nunca irão permitir” que outro país tenha um arsenal de armamento idêntico ao seu.

Momentos antes destas declarações de Trump, o Kremlin (Presidência russa) confirmou que o Presidente dos Estados Unidos tinha felicitado hoje por telefone Vladimir Putin pela sua reeleição nas eleições presidências de domingo passado e que os dois líderes tinham abordado a possível realização de um encontro ao mais alto nível e a coordenação de esforços entre Washington e Moscovo para “limitar a corrida ao armamento”.

“Em termos gerais, a conversa foi construtiva (…), focada na resolução de problemas acumulados no contexto das relações russo-americanas”, referiu o Kremlin.

Putin e Trump encontraram-se pela última vez em novembro passado, à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que decorreu na cidade vietnamita de Danang.

Ainda sobre a conversa telefónica de hoje, o Kremlin esclareceu que os dois líderes não conversaram sobre o caso do envenenamento do ex-agente duplo russo Serguei Skripal e a sua filha, Yulia, com um agente neurotóxico em solo britânico, cuja responsabilidade está a ser atribuída a Moscovo.

Vladimir Putin foi reeleito Presidente da Rússia no domingo passado com 76,67% dos votos.

De acordo com os últimos dados da Comissão Eleitoral Central, Putin obteve o apoio de 56,1 milhões de cidadãos, mais 10,5 milhões que na eleição de 2012, quando regressou ao Kremlin após um mandato de quatro anos como primeiro-ministro.

Putin, de 65 anos, venceu as suas primeiras eleições em março de 2000, três meses depois de receber o poder das mãos do primeiro Presidente eleito democraticamente na história da Rússia, Boris Ielstin.