O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou terça-feira, data do 100º aniversário da Revolução de Outubro na Rússia, o “dia nacional das vítimas do comunismo”.

Trump está em visita oficial à Coreia do Sul. Num comunicado publicado pela Casa Branca em Washington, o presidente norte-americano afirmou que “ao longo do último século, os regimes totalitários comunistas em todo o mundo mataram mais de 100 milhões de pessoas e submeterem ainda mais à exploração, violência e devastação indiscritíveis”.

Hoje, lembramos os que morreram e os que continuam a sofrer com o comunismo”, acrescentou Trump, sublinhando a determinação dos Estados Unidos de “fazerem brilhar a chama da liberdade por todos os que sonham com um futuro mais livre e menos sombrio”.

O comunicado foi publicado na véspera da partida, esta quarta-feira, do presidente para a China, um regime comunista desde 1949. Depois de Pequim, a terceira etapa após o Japão e a Coreia do Sul na sua viagem asiática de 12 dias, Trump irá ainda ao Vietname e às Filipinas.

Cancelada visita à zona desmilitarizada da península coreana 

Já esta quarta-feira, Donald Trump cancelou uma visita surpresa à zona desmilitarizada da península coreana (DMZ, na sigla em inglês), devido ao mau tempo, num incidente que o deixou "frustrado", de acordo com a Casa Branca.

O helicóptero Marine One voou a maioria do percurso entre Seul e a DMZ, antes de regressar à base militar Yongsan Garrison, devido às más condições climatéricas.

Todos os presidentes norte-americanos, desde Ronald Reagan, realizaram uma visita à DMZ - exceto George H.W. Bush, que esteve lá ainda enquanto vice-presidente.

Na terça-feira, Trump afirmou durante um jantar em Seul que “amanhã iremos ter um dia emocionante por muitas razões”, sem avançar mais detalhes. A visita à DMZ foi planeada muito antes de o líder norte-americano partir para um périplo pela Ásia, mas foi mantida em segredo, por questões de segurança, segundo a Casa Branca, que garantiu que Trump ficou “muito frustrado”, após ter sido forçado a mudar de planos.

"Não nos subestimem e não nos ponham à prova"

O presidente dos Estados Unidos instou esta quarta-feira o regime da Coreia do Norte a não subestimar nem pôr “à prova” os governos de Washington e Seul, durante a sua intervenção no parlamento sul-coreano.

Falo não só em nome dos nossos países, mas de todas as nações civilizadas quando digo ao Norte: Não nos subestimem e não nos ponham à prova. Defenderemos a nossa segurança comum, prosperidade partilhada e liberdade sagrada”, afirmou Trump num discurso na Assembleia Nacional (parlamento) em Seul.

“Não permitiremos que cidades norte-americanas sejam ameaçadas com destruição. E não permitiremos que as piores atrocidades da história se repitam aqui, nesta terra pela qual lutámos e morremos”, acrescentou, em referência à Guerra da Coreia (1950-1953) e às ameaças de Pyongyang contra o terrorismo norte-americano.

Trump disse ainda desejar a paz nem que para isso tenha de usar a força, em referência à crise com a Coreia do Norte e ao destacamento militar que Washington ativou na região.

Quero a paz através da força", afirmou, após enumerar os ativos estratégicos que o Pentágono destacou na região, incluindo um submarino e três porta-aviões de propulsão nuclear.