Donald Trump, que se candidatou à presidência dos EUA, aproveitou a fuga da prisão de um dos maiores narcotraficantes mexicanos para reforçar o seu discurso anti-imigração.

O candidato republicano afirmou que a fuga de Joaquin “El Chapo” Guzman comprova a corrupção do país vizinho e defendeu que devia existir uma barreira mais consistente entre os EUA e o México.

“Os polícias mexicanos são corruptos e, obviamente, deixaram Joaquin Guzman fugir pela segunda vez. Da última vez, esteve livre durante 13 anos. Ele tem estado a vender droga nos EUA”, afirmou o multimilionário, acrescentando que “é possível que esteja nos EUA, e as suas drogas e dealers a passar livremente pela patética fronteira americana".

"Este é apenas um dos muitos exemplos em que o México está a aproveitar-se dos EUA. Eles levam o dinheiro do nosso país, mas deixam o crime, muito do qual deriva do crescente tráfico de drogas”.


Esta não é a primeira vez que Donald Trump faz comentários depreciativos em relação ao México. No mês passado, durante o discurso em que anunciava a sua candidatura à presidência dos EUA, afirmou que os imigrantes mexicanos eram “criminosos” e “violadores”.

“Eu bem vos avisei”, foi o comentário deixado pelo candidato, no Twitter, depois de ter sido anunciada a fuga de “El Chapo” da cadeia. De seguida perguntou aos seus seguidores se imaginavam Jeb Bush ou Hillary Clinton a negociar com o traficante de droga. Contudo, o multimilionário garante que "dava cabo dele”.

 
As declarações de Donald Trump surgem depois de Joaquin Guzman ter escapado de uma prisão de alta segurança mexicana, no sábado. Suspeita-se qua a fuga do narcotraficante tenha sido planeada com a polícia e que se trata de um caso de corrupção.

O Partido Republicano já veio criticar os comentários do candidato e pediu ao multimilionário que moderasse os seus discursos para apelar aos votos dos imigrantes hispânicos. Contudo, a popularidade de Donald Trump continua a subir, desde a controversa campanha anti-imigração.