O Tribunal Supremo decidiu manter a lei anti-imigração de Donald Trump, numa votação que ficou 5-4 com os conservadores a vencerem por maioria. A decisão ratifica o decreto presidencial, que proíbe, de modo permanente, a entrada em território norte-americano, de cidadãos de sete países.

A versão aprovada é a terceira alteração de um decreto que causou indignação global e coloca entraves à entrada de cerca de 150 milhões de pessoas de sete países: Irão, Coreia do Norte, Síria, Líbia, Iémen, Somália e Venezuela.

O presidente norte-americano já reagiu no Twitter com um simples "Uau!".

O Supremo Tribunal, segundo a decisão, redigida pelo presidente da instituição, John Roberts, considera que o chefe de Estado usou de forma legítima as suas prerrogativas em matéria de imigração.

Roberts não apoiou as declarações polémicas de Trump sobre imigração em geral e sobre os muçulmanos em particular.

“Não expressamos qualquer opinião sobre a justeza da política”, escreveu.

Os críticos afirmam que se trata de um “decreto anti-muçulmano”, uma acusação fortemente combatida pela administração norte-americana.