O convite do Reino Unido ao Presidente norte-americano Donald Trump para que este visite o país mantém-se, afirmou no domingo o gabinete da primeira-ministra, depois de o jornal The Guardian noticiar que Trump adiou a viagem.

O jornal avançou no domingo que o presidente norte-americano disse a Theresa May que não quer fazer a viagem se for recebido com protestos, o que seria provável, atribuindo esta informação a uma fonte de Downing Street presente na sala durante a conversa.

No entanto, a Casa Branca afirmou que os dois líderes não discutiram o assunto. A porta-voz Lindsay Walters afirmou que Trump “tem enorme respeito pela primeira-ministra May. Esse assunto nunca surgiu na conversa telefónica”.

O gabinete de May não quis comentar por se tratar de “conversas telefónicas privadas”, afirmando que a rainha Isabel II fez “um convite ao presidente Trump para visitar o Reino Unido e não há alterações a esses planos”.

O Reino Unido nunca confirmou datas da visita, apesar de dirigentes terem dito que poderia ser em outubro.

O presidente da câmara de Londres disse na semana passada que a visita devia ser cancelada, depois de Trump o insultar no Twitter, após o ataque em London Bridge.

Trump criticou Sadiq Khan pela sua resposta ao atentado, mas ao fazê-lo citou erradamente o presidente da câmara da capital britânica. Quando mais tarde o gabinete de Khan apontou o erro de Trump, o presidente norte-americano respondeu acusando o ‘mayor’ de dar uma “desculpa patética”.

A troca de comentários começou na manhã após o ataque, quando Trump acusou Khan de encarar o terrorismo com ligeireza. “Pelo menos 7 mortos e 48 feridos num atentado terrorista e o presidente da câmara de Londres diz que ‘não há razão para alarme’”, escreveu Trump na rede social Twitter, citando erradamente Khan, que tinha pedido aos londrinos para não se alarmarem com o reforço da presença de polícia armada nas ruas.