Donald Trump aproveitou os atentados em Paris para reforçar o discurso contra a imigração nos EUA. O candidato à presidência dos Estados Unidos afirmou que os norte-americanos “não podem permitir os refugiados” no país, especialmente vindos da Síria.
 

“Não temos ideia de quem estas pessoas são, somos os piores no que trata a vistos. Isto pode ser um dos maiores cavalos de Troia de sempre”, afirmou Donald Trump, esta segunda-feira.


Depois de uma forte campanha anti-imigração durante os últimos meses, o multimilionário disse que a sua posição só se intensificou mais depois dos ataques em Paris.
 

“Não podemos deixá-los entrar neste país, ponto final. O nosso país tem problemas tremendos. Não podemos ter outro problema”.


De acordo com a CNN, o candidato à presidência dos EUA criticou ainda Angela Merkel, por estar a permitir que os refugiados entrem na Alemanha, recordando que, dos seis suspeitos pela autoria dos atentados em Paris, se acredita que pelo menos um tenha conseguido chegar à Europa com outros refugiados.
 

“No que toca à Merkel, devia ter vergonha dela própria pelo que fez. Ela estragou tudo quando permitiu que isto acontecesse”, declarou Donald Trump, acrescentando que têm havido manifestações nas ruas da Alemanha, para protestar contra as medidas da chanceler.


Para além disto, o multimilionário disse, em entrevista à MSNBC, que está na altura de começar a “monitorizar e a estudar mesquitas, porque está a haver muita conversa nas mesquitas”.
 

“Bem, eu odiaria fazê-lo, mas é algo que vão ter de considerar vivamente fazer. Algum do ódio mais profundo vem destas áreas… o ódio é incrível. O ódio é para além do imaginável. O ódio é maior do que alguém pode pensa”.

“Eu conheço muitos muçulmanos que são pessoas incrivelmente boas e que estão a ser severamente prejudicadas pelo que está a acontecer agora, é uma pena. Mas há uma quantidade tremenda de horror, dano e crueldade”.


Donald Trump aproveitou ainda para defender a legalização da posse de armas, nos EUA, garantindo que se os cidadãos franceses estivessem armados, o cenário do massacre em Paris teria sido muito diferente.


 
 
Contudo, o presidente Barack Obama afirmou que não aceitar a entrada de refugiados nos EUA seria trair os valores norte-americanos. Obama acrescentou ainda que os ataques do dia 13 de novembro não podiam ser evitados.

Já o presidente francês, François Hollande, defendeu que "se a Europa não controlar as suas fronteiras (...), esta será a desconstrução da União Europeia”. 

Hollande disse ainda querer um acordo entre as grandes potências, para lutar contra o EI na Síria. O presidente francês adiantou que pretendia encontrar-se com Barack Obama e com o presidente russo, Vladimir Putin, para discutir a estratégia militar no país, nos próximos dias.

Marine Le Pen, A líder do partido de extrema-direita francês Frente Nacional, pediu, hoje, o “fim imediato de qualquer acolhimento de imigrantes em França”, em comunicado.
 

“Por precaução, Marine Le Pen pede que cesse, de imediato, todo o acolhimento de imigrantes em França e a sua dispersão pelos municípios do país. Esta precaução é imperiosa para a segurança dos franceses”.


A política relembrou ainda que a presença de jihadistas entre os imigrantes que chegam ao país é "uma realidade desgraçadamente concretizada nos sangrentos atentados”.