O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, defenderam hoje um novo acordo para travar as ambições nucleares do Irão, pouco depois de Trump ter considerado o atual texto sobre o programa iraniano “um desastre”.

“Nós não temos as mesmas posições de princípio sobre este tema [e] tivemos uma conversa muito aprofundada sobre a questão” deste acordo assinado em 2015 com o objetivo de impedir o Irão de se dotar de armas nucleares, declarou Macron numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente norte-americano.

“Desejamos, por isso, poder a partir de agora trabalhar num novo acordo com o Irão”, acrescentou o chefe de Estado francês.

Por seu turno, Trump exigiu um novo acordo com bases “sólidas”.

“É um acordo com alicerces podres, é um mau acordo, uma má estrutura”, afirmou o dirigente norte-americano.

Durante a sua campanha presidencial, Trump prometeu “rasgar” o acordo, desejado pelo seu antecessor na Casa Branca, Barack Obama, e fruto de anos de negociações.

Ameaçando passar à ação 15 meses após a chegada ao poder, Trump deu aos signatários europeus do atual acordo com o Irão (Alemanha, Reino Unido e França) até 12 de maio para o tornar mais severo.

“Veremos o que acontece após dia 12”, comentou.

“Há vários meses que digo que este acordo não é suficiente, mas que nos permite, em todo o caso, ter até 2025 controlo sobre as atividades nucleares” do Irão, insistiu Macron.

O Presidente francês desejou poder envolver-se no processo de redação de um novo acordo “nas próximas semanas e nos próximos meses”.

“Esta via é a única que permite a estabilidade. A França não tem qualquer ingenuidade acerca do Irão”, disse ainda.